terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Mais do mesmo, a incoerência da maioria dos “vem pra rua”, clamando por aquilo que é a causa do problema.

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Fonte: Blog Bananal On Line


"Algumas pessoas acham que foco significa dizer sim para a coisa em que você irá se focar. Mas não é nada disso. Significa dizer não às centenas de outras boas idéias que existem. Você precisa selecionar cuidadosamente."
Steve Jobs


Há mais ou menos dois anos atrás, começara no Brasil a moda do “vem pra rua”, de um lado um povo indignado com seus governantes, tanto com a corrupção quanto a incompetência dos mesmos, e de outro lado oportunistas partidários descaradamente tentando levantar a bandeira de seus partidos.

E bem recentemente, navegando pela internet, encontrei no blog “Bananal On Line” a informação de que um movimento semelhante está sendo organizado em minha cidade. Uma passeata contra a gestão municipal atual.

O apelo é forte, Em preto e vermelho escrito “Passeata contra injustiça”, muito bem destacado nas cores amarelo, verde e azul estava o (óbvio) “vem pra rua”, esses dois junto a uma imagem de pessoas cobrando o governo municipal por suas promessas feitas e obrigações não cumpridas conclamavam a uma passeata contra o governo municipal vigente.

O lado bom disso é que ainda que infimamente, pelo menos aparentemente o povo começa a ficar menos alienado e mais politizado, começando a questionar. O grande erro que vejo nisso tudo é que têm se pedido mais e mais daquilo que na verdade é a causa do problema. 

A meu ver, os governos que o Brasil teve sempre tiveram em seu modus operandi o intervencionismo estatal, porém nos últimos anos esse intervencionismo tem sido cada vez  maior, afetando a economia, por assim dizer repelindo os investidores estrangeiros, marginalizando o empresariado, alta tributação, legislações, etc. Enfim, burocratas de plantão ditando regras e prejudicando cada vez mais o país.

Ora, se de um modo geral o problema está na má gestão pública, está na corrupção dos burocratas de plantão que compõem um Estado inchado, protestar contra esse sistema pedindo mais e mais dele, é como estar gripado e desejar tomar gelado.

Eu não sou contra manifestações por si somente, nem mesmo quero aqui duvidar das intenções desses movimentos, que geralmente são boas (exceto quando a motivação é partidária), mas digo com todas as letras que elas estão desfocadas, atirando em desespero para todos os lados sem ter um alvo.
É óbvio que o problema em questão é oriundo da inépcia, da má aplicação do dinheiro público e da corrupção, somente isso e nada mais. Ó quão idiotas e irresponsáveis são movimentos como o passe livre, pois acreditam que com um toque de mágica, recursos irão aparecer do nada e bancar a sua birrinha. Ou existe almoço grátis? Alguém terá que arcar com os custos, e de onde sairá isso? Mais impostos evidentemente.

O primeiro passo já foi dado, o povo começou a querer acordar, mas ainda não é tudo, é necessário despertar.  Temos que nos manifestar sim, exigir sim de nossos governantes, mas exigir corretamente. O mensalão, maior esquema de corrupção já visto no Brasil esteve aí, os condenados estão em casa e o povo nada fez. O decreto 8243, que transformaria a frágil democracia brasileira em um regime totalitário como na Venezuela está as portas, e o que temos feito? O petrolão está aí, corrupção na Petrobrás, a empresa está sendo destruída pelos ratos do Estado, e cadê as manifestações? Lembre-se que nós trabalhamos nada menos do que cinco meses para pagar impostos e assim sustentar esse sistema pútrido. A cidade de Bananal-SP, aonde ocorrerá o tal protesto, muitos são não só os casos de corrupção envolvendo o poder público como também os casos em que existem condenações. Isso sem contar muitas das vezes a conivência que ocorre no meio.  

E diante disso tudo, não é coerente irmos às ruas clamarmos por mais desse sistema corrupto, por mais do mesmo. Devemos ir as ruas é protestar contra a corrupção e por políticas que diminuam a pesada mão do governo, menos impostos, mais liberdade econômica e de mercado, debatermos a possibilidade de, por exemplo, a privatização de serviços públicos como educação e saúde, para que possamos sim pagar por algo de qualidade, e não sermos extorquidos por um governo e não recebermos nada em troca, afinal, nós somos bem crescidinhos para sabermos administrar o nosso suado dinheiro e que dar esse sagrado recurso na mão de burocratas ladrões e não ter nada em troca é no mínimo uma covardia.

Enfim, de certa forma, já começamos bem, agora falta é estarmos focados em um objetivo. E enquanto isso não ocorrer, tais manifestações não tem o meu apoio, não irei protestar contra o mal querendo mais dele.









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